<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Quem se mandou? - Manda-te</title>
	<atom:link href="https://www.manda-te.com/category/quem-se-mandou/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.manda-te.com/category/quem-se-mandou/</link>
	<description>Emprego, Formação e Empreendedorismo</description>
	<lastBuildDate>Wed, 31 May 2023 16:11:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://www.manda-te.com/wp-content/uploads/2023/06/fav1.png</url>
	<title>Arquivo de Quem se mandou? - Manda-te</title>
	<link>https://www.manda-te.com/category/quem-se-mandou/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Estudar e trabalhar na Dinamarca. Vê aqui o testemunho de uma jovem portuguesa</title>
		<link>https://www.manda-te.com/estudar-trabalhar-na-dinamarca-ve-testemunho-jovem-portuguesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 13:50:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração/Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes/Erasmus]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2017/06/23/estudar-trabalhar-na-dinamarca-ve-testemunho-jovem-portuguesa/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudar e trabalhar na Dinamarca pode ser fácil do que imaginas. Fica o testemunho de Sara, portuguesa a trabalhar e estudar nesse país. &#8220;Eu chamo-me Sara, tenho 20 anos e há 11 meses que vim para a Dinamarca, que comecei [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/estudar-trabalhar-na-dinamarca-ve-testemunho-jovem-portuguesa/">Estudar e trabalhar na Dinamarca. Vê aqui o testemunho de uma jovem portuguesa</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: left;" align="CENTER">Estudar e trabalhar na Dinamarca pode ser fácil do que imaginas. Fica o testemunho de Sara, portuguesa a trabalhar e estudar nesse país.</h2>
<p style="text-align: left;" align="CENTER">&#8220;Eu chamo-me Sara, tenho 20 anos e há 11 meses que vim para a Dinamarca, que comecei os meus estudos e trabalho neste país.</p>
<p>Quando terminei o secundário a única coisa que tinha a certeza era que queria estudar no estrangeiro pois sempre adorei viajar, aprender outras línguas e culturas. Através de uma empresa educativa, descobri que era possível estudar gratuitamente em alguns países da Europa. Isto despertou o meu interesse para continuar os meus estudos num destes países. <span lang="pt-BR">Então</span> depois de muita pesquisa, rendi-me completamente aos encantos da Dinamarca. Não só porque o ensino é gratuito, mas também porque é considerado o país mais feliz do mundo e é um país lindo.</p>
<p>Então prossegui à candidatura para algumas universidades aqui na Dinamarca. Recebi algumas ofertas e decidi estudar na <a href="http://en.via.dk/"><span style="color: #0070c0;"><span lang="it-IT"><b>Via University College</b></span></span></a> pois o curso que eu queria, Engenharia Informática tem cadeiras muito interessantes, e é leccionado completamente em inglês e inclui estágio. Para me candidatar apenas precisei de completar um exame de inglês académico com nota alta, o diploma de ensino secundário, o CV e uma carta de motivação e de referência. Podem parecer muitas coisas mas na verdade não são, mas o processo de candidatura é diferente do de Portugal – ao contrário de Portugal, não é só a média do secundário que conta, é feito todo um processo qualitativo e não quantitativo.</p>
<p>Outra vantagem é não serem precisos exames nacionais. Outra coisa excelente é que é possível candidatar-se até aos 60 anos de idade, o que é excelente. O meu campus é localizado em Århus, a segunda maior cidade da Dinamarca. Uma cidade internacional e de estudantes.</p>
<p>A minha Universidade é muito moderna e tem um nível de ensino muito prático, excelentes salas de aula, áreas de convívio, bibliotecas e dormitórios para estudantes. Tem vários cursos em Inglês, pelo que há um ambiente muito multicultural. Para além disso, os dinamarqueses falam Inglês muito bem, pelo que a língua não é um problema. Apesar disso, o governo oferece aulas grátis de dinamarquês e eu estou a aprender a língua pois acho importante para o futuro, se continuar a viver na Dinamarca e para integrar-me ainda melhor.</p>
<p>O melhor disto tudo é que a universidade é totalmente gratuita, desde livros a software necessário para estudar. Apesar, de não ter despesas nenhumas relativamente à educação tenho que pagar alojamento e alimentacão, posso dizer que os quartos na minha cidade têm um custo média de 300-400€ com tudo incluido e a comida no supermercado é aproximadamente o mesmo preço que em Portugal. Resturantes, entretenimento e transporte é, no entanto, muito mais caro que em Portugal. Visto que o custo de vida é mais elevado que em Portugal decidi procurar trabalho antes de me mudar.</p>
<p>Foi assim, procurei trabalhos online e encontrei uma família onde trabalhei como au pair. Comecei por ser au pair, o que me permitiu ter alojamento e alimentação gratuitos quando cheguei à Dinamarca. A família para a qual estive a trabalhar deu-me imenso apoio nos meus primeiros tempos na Dinamarca, o que facilitou bastante a minha adaptação a esta nova realidade, costumes e cultura.</p>
<p>Depois desta experiência, tive outros trabalhos, maioritariamente temporários, em armazéns, limpezas, restaurantes e como babysitter pois queria ganhar algum dinheiro extra. Todos eles já eram excelentes trabalhos como part-time, mas um dia a sorte bateu-me à porta. Isto aconteceu quando encontrei um anúncio na minha universidade que dizia: “Portuguese students required”. Isto, para mim, foi uma surpresa pois nunca pensei que pudesse fazer uso da minha língua materna para trabalhar na Dinamarca.</p>
<p>Agora eu trabalho como Country Marketing Manager<span lang="it-IT">, </span>uma empresa que vende acessórios e jóias para homens. É uma excelente experiência poder trabalhar numa área completamente diferente da minha pois tenho o melhor dos dois mundos. A <span style="color: #0070c0;"><b><a href="https://www.trendhim.pt/">Trendhim</a> </b></span>é uma empresa, eu diria, típica dinamarquesa, completamente descontraída, no nosso escritório temos bolo, cerveja, pinp-pong e até barbecue todas as sextas. Tenho muita sorte em trabalhar numa empresa assim, no entanto tenho imensa responsabilidade a recair sobre mim, visto que sou responsável por todo o mercado português. Felizmente, os meus colegas e os meus chefes sempre foram muito prestáveis, atenciosos e compreensivos comigo. Sempre se mostraram dispostos a ajudar-me e a fazer de mim uma melhor profissional. E fico muito agradecida pois já aprendi imenso desde que comecei a trabalhar aqui e sei que esta experiência me vai ajudar no futuro. O ambiente na empresa é muito descontraído, todos são muito acessíveis, educados, bons colegas e não existe nenhum tipo de discriminação.</p>
<p>Isto não acontece só na minha empresa, acontece em todas as empresas dinamarquesas. A mentalidade e a forma dos dinamarqueses encararem o trabalho, os serviços e os negócios é assim. Em full-time, eles trabalham uma média de 33 horas por semana, das 8 às 16, com um equilíbrio entre a vida e o trabalho. O trabalho fora dos horários estabelecidos não é considerado. Eles têm muito tempo livre e aproveitam-o ao máximo, o estilo de vida dinamarquês é super saudável e , e a uma das razões para serem o país mais feliz do mundo. Eu penso que o estilo de vida deles é completamente inspirador e mudou muito a minha perspectiva de vida.</p>
<p>Como se isto não bastasse, o trabalho é muito flexível e tenho total liberdade na escolha das horas de trabalho desde que complete 46 horas por mês, o que não é quase nada. Os trabalhos aqui são muito bem remunerados, na ordem dos 16€ por hora. Para além do meu salário, recebo a bolsa do estado para estudantes trabalhadores, no valor de cerca de 740€. Temos ainda acesso à saúde completamente grátis. Para mim, isto é completamente inacreditável, a qualidade de vida é simplesmente excelente aqui.</p>
<p>Estudar no estrangeiro não é fácil, porque parece que estamos a deixar que deixar tudo para trás e temos que ser completamente independentes. Mas por outro lado, para mim foi a melhor decisão que fiz, pois provou ter sido uma excelente experiência e sei que vou conseguir ter sucesso no futuro, quer no capítulo académico, como no profissional e, para além disto, tornei-me uma pessoa bem mais matura e mais preparada para os desafios que vou enfrentar no futuro.</p>
<p>Por fim, mas não menos importante, é fantástico eu poder afirmar que, com apenas 20 anos, sou completamente independente financeiramente falando, algo que seria praticamente impensável acontecer, caso eu tivesse ficado em Portugal.&#8221;</p>
<p>Por Sara Nunes</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/estudar-trabalhar-na-dinamarca-ve-testemunho-jovem-portuguesa/">Estudar e trabalhar na Dinamarca. Vê aqui o testemunho de uma jovem portuguesa</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INOV Contacto: a aventura de Paula Alves Silva em Washington DC</title>
		<link>https://www.manda-te.com/inov-contacto-a-aventura-de-paula-alves-silva-em-washington-dc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2015 22:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração/Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2015/08/04/inov-contacto-a-aventura-de-paula-alves-silva-em-washington-dc/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os estágios INOV Contacto são uma ferramenta preciosa para os jovens licenciados e tem uma taxa de empregabilidade que ronda os 80%. Deixamos abaixo as respostas da Paula Alves Silva, jovem portuguesa licenciada em Jornalismo e Ciências da Comunicação, que sendo [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/inov-contacto-a-aventura-de-paula-alves-silva-em-washington-dc/">INOV Contacto: a aventura de Paula Alves Silva em Washington DC</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline;"></span>Os estágios INOV Contacto são uma ferramenta preciosa para os jovens licenciados e tem uma taxa de empregabilidade que ronda os 80%. Deixamos abaixo as respostas da Paula Alves Silva, jovem portuguesa licenciada em Jornalismo e Ciências da Comunicação, que sendo natural de Santa Maria da Feira, deixou o Porto para rumar a Washington DC para a sua aventura INOV contacto.</p>
<p><strong>Como conheceste este programa de estágios e o que te levou a candidatar ao mesmo?</strong><br />
Tomei conhecimento do programa INOV Contacto há bastantes anos através dos meios de comunicação social e apesar de na sua maioria, os candidatos serem recém licenciados, eu resolvi candidatar-me pela primeira vez há cerca de 4 anos, tendo sido selecionada no segundo ano de candidatura. A minha primeira experiência fora de Portugal aconteceu ainda enquanto estudante universitária através do programa Erasmus e os meses que vivi fora do meu país permitiram-me perceber as valências e vantagens adjacentes às experiências internacionais. Além disso, queria apreender algo fora da minha zona de conforto e ter a oportunidade de embarcar numa ‘aventura’ profissional que me despertasse para outras realidades e me permitissem aprender a trabalhar num contexto totalmente díspar àquele a que me havia habituado.</p>
<p><strong>Assim que soubeste que o destino seria Washington..o que te passou pela cabeça? Já conhecias a cidade?</strong><br />
Na verdade ainda não tinha visitado os EUA. De certa forma estava à espera do momento certo para o fazer e o programa INOV Contacto acabou por ser esse momento. Tenho de confessar que ver o meu nome junto à cidade de Washington DC foi verdadeiramente uma surpresa. Ao longo dos meses de espera pelos resultados estava quase certa de que seria enviada para a Alemanha, mas enquanto jornalista tenho de afirmar que ser enviada para a capital dos EUA teve um peso muito positivo na minha reacção. Afinal de contas, esta ainda é a cidade onde se tomam as decisões mais importantes do mundo.</p>
<p><strong>Quando é que soubeste qual seria o teu local de estágio?</strong><br />
Eu soube que viria para o Banco Mundial em Dezembro de 2013 e cheguei a DC no início de Fevereiro de 2014.</p>
<p><strong>Descreve-nos genericamente o teu trabalho em Washington.</strong><br />
O nosso projecto tem como objectivo, através de uma alargada comunidade (sobretudo de jovens) online, informar sobre as alterações climáticas, dar a conhecer histórias de todo o mundo relativamente à temática, demonstrar as consequências e, desta forma, fazer com que as pessoas vivam de forma mais sustentável. Em última instância, combater as alterações climáticas, através da acção individual e conjunta. O meu trabalho é verdadeiramente abrangente, mas estou maioritariamente responsável pela produção multimédia – entrevistas, gravação e edição de vídeos, design. Para além disso as tarefas podem envolver escrever textos e artigos para o site, criar conteúdos para as redes sociais, contactar com parceiros, organizar eventos, entre outras tarefas.</p>
<p><strong>Descreve-nos a principal sensação em relação à cidade na primeira semana de estadia.</strong><br />
Bem, este é um grande recuo nas memórias mas recordo-me perfeitamente de sair do aeroporto num dia de neve e de me sentir simultaneamente calma, perdida e excitada, de, de certa forma, me sentir no meu Porto assim que atravessamos o rio para entrar na cidade, de assimilar imediatamente a diferença arquitectónica. O inverno rigoroso congelou-me um pouco essa vontade de ver tudo num fôlego, mas caminhei bastante pelas ruas e sei que nunca me senti sufocada pela imensidão da cidade, que me espantei pela quantidade de actividades culturais disponíveis e pela simpatia das pessoas.</p>
<p><strong>Ambiente de trabalho. Quais as maiores diferenças em relação aos que tiveste em Portugal? </strong><br />
No Banco Mundial trabalhamos num ambiente tremendamente multicultural e, portanto, foi preciso assimilar que diferentes culturas têm diferentes métodos de trabalho e estabelecem a relação pessoal e profissional de uma forma distinta. A minha equipa é sobretudo formada por europeus e, desse modo, as semelhanças são maiores que as diferenças, mas rodeados de outras equipas percebemos que há naturalmente uma distinção entre a relação profissional e pessoal e a profissional, o ambiente profissional é bastante menos ruidoso/agitado e são bastante mais focados nas tarefas e no delinear do trabalho, com prazos definidos.</p>
<p><strong>Conta-nos a aventura de arranjar casa em Washington? Como são os preços?</strong><br />
Aventura poderá ser realmente a palavra certa. Habitualmente equiparo procurar casa em DC à procura de emprego. Nos anúncios são pedidas informações sobre rendimentos, background cultural, hobbies, características pessoais, dados sobre a personalidade, entre outros. E, não obstante os valores bastante elevados das habitações serem um entrave na procura, as visitas acabam por ser verdadeiras entrevistas. Habitualmente, caso a nossa personalidade não vá de encontro à das restantes pessoas que já se encontram na casa, a entrada poderá ser barrada. O valor médio das rendas de um quarto na área central ronda os 1000 dólares neste momento.</p>
<p><strong>Rotinas e preços de pequenas coisas. Como é ir jantar fora ou tomar café em relação ao custo de vida?</strong><br />
De acordo com os últimos dados, DC é agora a cidade mais cara dos EUA. Se quisermos comparar com Portugal os valores das pequenas compras são mais ou menos 3xs superiores. Os americanos não têm o hábito de tomar um café depois do almoço ou jantar e portanto, dificilmente se encontra o nosso ‘típico’ café português. O café expresso, que não existe em todos os locais, ronda os 2 dólares, o bilhete de autocarro 1.80$, o metro quase 3$, um croissant normalmente mais de 2$. Aquilo que eu chamo de produtos saudáveis: fruta, vegetais, peixe, são bastante caros.</p>
<p>Conhecendo a cidade, é possível jantar fora por um preço razoável, mas por norma os valores são entre os 25 e os 30 dólares, num bom restaurante sempre mais de 50. Obviamente, em geral, são valores ajustados aos salários. Quase inexplicavelmente aqui tem-se a impressão de que o dinheiro se esvai muito facilmente. Essa ideia de que há um grande consumismo na América é de facto real.</p>
<p><strong> </strong><strong>Conta-nos como foi começar a fazer coisas fora do trabalho em Washington. Conheceste muitas pessoas fora do trabalho?</strong><br />
Recordo-me que começamos imediatamente a desbravar Washington. Em termos culturais, DC tem uma oferta imensa de museus grátis e por isso não foi difícil encontrar coisas para fazer. Há imensos concertos a preços muito confortáveis e recordo-me que nos apaixonamos imediatamente pelo 18th street lounge, que para além de ter bandas e djs de ritmos bastante distintos, organiza concertos de jazz maravilhosos. Passamos muito do nosso tempo inicial aí. Para além disso, DC e um verdadeiro melting pot, cheia de jovens que viajam dos mais diversos países para um estágio na capital e, por isso, há bastantes happy hours organizadas para que as pessoas se possam conhecer. Conheci pessoas nesses moldes que felizmente ainda cá continuam e foi assim que se começou a formar um grupo de amigos.</p>
<p><strong>Quais as piores características de Washington para uma portuguesa? E as melhores?</strong><br />
Comecemos pelas melhores: o salário, ajustado às nossas qualificações e anos de experiência. Justo, portanto, o que me permite viajar muito mais. É uma cidade que não obriga ao uso do carro, há transportes públicos suficientes, é possível andar ou usar a bicicleta, e para alem disso uma cidade que incentiva bastante as actividades desportivas. Por outro lado, há bastantes espaços verdes e imensas oportunidades de conhecer melhor outras culturas, quer seja através da gastronomia, das pessoas ou das actividades culturais existentes. Obviamente a experiência pessoal e profissional que se adquire numa cidade tão multicultural é imensamente gratificante.</p>
<p>Em relação as piores, dois pormenores: fazer uma alimentação saudável e dispendioso. DC poderá ser uma cidade solitária. As pessoas focam-se bastante na sua profissão e, em geral, os americanos tem tendência a fecharem-se um pouco em relação a colegas de casa. Para além disso, fazer amigos (e falo sobretudo de americanos) é uma ‘tarefa’ que exige tempo e esforço da nossa parte, no sentido de que inicialmente são muito disponíveis mas se não alimentarmos a relação ela poderá acabar por não existir. E, digamos, uma relação social menos quente e aberta que a Europeia.</p>
<p><strong> </strong><strong>O que te custou mais na adaptação?</strong><br />
Fazer amigos, para além dos portugueses que se encontravam no mesmo programa, e encontrar as pequenas coisas que tinha no meu dia-a-dia em Portugal: locais para tomar café, encontrar os alimentos que consumia em Portugal, encontrar os espaços que me fizessem sentir em casa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/inov-contacto-a-aventura-de-paula-alves-silva-em-washington-dc/">INOV Contacto: a aventura de Paula Alves Silva em Washington DC</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Erasmus “é toda a tua vida num ano”: 5 jovens portugueses em Espanha</title>
		<link>https://www.manda-te.com/erasmus-e-toda-a-tua-vida-num-ano-3-jovens-portugueses-em-espanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2015 10:48:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes/Erasmus]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2015/07/16/erasmus-e-toda-a-tua-vida-num-ano-3-jovens-portugueses-em-espanha/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Madrid, Santiago de Compostela e Múrcia foram os destinos das estudantes universitárias e a experiência não poderia ter corrido melhor.  Inês Tavares e Gabriela Baptista, estudantes do Mestrado Integrado de Psicologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/erasmus-e-toda-a-tua-vida-num-ano-3-jovens-portugueses-em-espanha/">Erasmus “é toda a tua vida num ano”: 5 jovens portugueses em Espanha</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Madrid, Santiago de Compostela e Múrcia foram os destinos das estudantes universitárias e a experiência não poderia ter corrido melhor.</strong></h2>
<p><strong> </strong>Inês Tavares e Gabriela Baptista, estudantes do Mestrado Integrado de Psicologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), tiveram como destino de Erasmus a capital espanhola. As jovens estiveram, entre fevereiro e junho de 2014, em Madrid, onde frequentaram a Facultad de Psicologia da Universidad Complutense de Madrid.</p>
<p>“Procurei casa antes da minha ida para Madrid, através da Internet. Como ia com uma amiga de curso, acabámos por ficar num quarto partilhado, cuja renda era bastante barata”, recordou Inês. “Perdemos bastante tempo a procurar casa, pois o nosso objetivo era gastar o mínimo de dinheiro possível no aluguer, garantindo na mesma, o conforto”, acrescentou Gabriela. Com as despesas incluídas, a renda rondou os 200 euros mensais a cada.</p>
<p>A casa – que dividiam com um rapaz madrileno, uma rapariga porto-riquenha e outra francesa – ficava a meio caminho entre a faculdade, que fica num pólo universitário na zona de Somosaguas, e o centro de Madrid. “Demorávamos cerca de 15, 20 minutos até à faculdade, de transportes públicos, e cerca de 10 minutos até ao centro da cidade, também de transportes”, contou Inês Tavares.</p>
<p>Quanto à própria faculdade, as duas jovens notaram bastante diferenças relativamente à sua de origem. “Parecia existir muito menos formalidades e era fácil sentir que estava num ambiente bem mais descontraído, em que as aulas eram dadas muito diretamente e existiam trabalhos de casa”, referiu Gabriela Baptista. A opinião de Inês é idêntica. “Cada cadeira tem associado um largo número de professores, com respetivos horários diferentes, dos quais os estudantes têm liberdade de escolher. Todas as aulas eram dadas em espanhol, embora existisse sempre uma turma de inglês. Pessoalmente, achei a exigência da Faculdade de Madrid relativamente mais baixa em comparação com a minha faculdade no Porto”, recordou.</p>
<p>Havia muitos estudantes em Erasmus? “Como havia muitas turmas para cada disciplina, acabei por ficar com a noção de que existiam poucos alunos Erasmus na Faculdade. Os que existiam eram maioritariamente portugueses, franceses, alemães e da América Latina”, afirmou Inês. Já Gabriela ficou com uma ideia diferente: “Nas turmas que eu frequentei existiam alguns, lembro-me de uma mexicana, uma italiana e duas ou três alemãs. Na universidade sei que existiam bastantes”.</p>
<p>Deixando a universidade de lado, as duas portuguesas aproveitaram os meses que estiveram em Madrid para conhecer. “O meu dia-a-dia em Erasmus foi muito à base da descoberta da cidade. O horário das aulas era bastante flexível, o que deu para aproveitar imenso para passear, visitar os museus e os principais monumentos e também viajar dentro do país e conhecer outras cidades próximas como Toledo, Valência”, disse Gabriela. O mesmo aconteceu com Inês: “O dia-a-dia em Madrid compreendia aulas, passeio, jantares e saídas. A cidade em si tem imenso a oferecer&#8230; Costumo brincar a dizer que Madrid tem tudo, só lhe falta a praia!”.</p>
<p>As jovens adoraram a sua experiência em Erasmus e aconselham Madrid como destino. “Trata-se de uma experiência enriquecedora, pois estabeleci contactos com pessoas de outras nacionalidades e conheci uma outra cultura. Foi interessante ter contacto com outro método de ensino e outra visão acerca da minha área”, afirmou Gabriela. Já Inês deixou alguns conselhos: “Aconselho evitar estar sempre com pessoas portuguesas e tentar conhecer outras nacionalidades. Aproveitar os dias ao máximo, viajar o máximo possível e embrenhar-se na cultura &#8211; comida, idioma, ritos, vida diária &#8211; do país de chegada”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>“</strong><strong>É impossível não sair de lá com saudades”</strong></p>
<p>Da capital espanhola, damos um salto para Santiago da Compostela, onde Diana Pereira, de 21 anos e também aluna da  FPCEUP, fez Erasmus na Faculdade de Psicologia da Universidade de Santiago de Compostela. Como as suas colegas, a jovem começou por procurar alojamento na Internet, “nomeadamente em sites recomendados pela própria faculdade e juntando-me a grupos no Facebook de estudantes que iriam de Erasmus para Santiago nesse semestre”.</p>
<p>Escolhida a casa, Diana decidiu ir com os pais, durante o verão, ver o apartamento: &#8220;Depois de chegar, apercebi-me de que a casa era bastante longe da minha faculdade. Decidi manter-me lá nas primeiras semanas, enquanto procurava um outro sítio”. O problema foi resolvido e a estudante acabou por ficar num apartamento perto da faculdade, com uma rapariga e um rapaz espanhóis.</p>
<p>A jovem foi sozinha para Santiago de Compostela e a adaptação não foi fácil. “As primeiras duas semanas foram difíceis, porque estava num apartamento longe de tudo, onde vivia com duas polacas que eram muito reservadas. Mas rapidamente as coisas mudaram, principalmente quando mudei de casa”, recordou. Além de se envolver nas atividades da associação para estudantes em Erasmus, Diana conheceu a sua “buddy”, uma estudante da faculdade de destino que serviu como sua “madrinha”, e que foi a “pedra angular” da sua adaptação.</p>
<p>E quanto à faculdade de destino? “As aulas eram dadas em castelhano e em galego, dependendo da preferência dos professores. Enquanto portuguesa, foi uma sorte, porque o castelhano é fácil de perceber e o galego é muito parecido com o português. Em termos de ensino, a maior diferença notada por mim foi a relação entre estudantes e professor, que é bastante mais informal e descontraída do que em Portugal”, afirmou.</p>
<p>Diana não era a única estudante em Santiago de Compostela a fazer Erasmus: “Na minha faculdade, havia alguns Erasmus e eram, na maioria, estudantes na América Latina que vinham ao abrigo do acordo existentes entre esses países e Espanha, dada a partilha da língua. Em toda a cidade haviam, no entanto, muitos Erasmus”.</p>
<p>O seu dia a dia era dividido entre o estudo e o lazer. “Tive muita sorte em conhecer, praticamente desde início, pessoas fantásticas e em fazer amizades verdadeiras, principalmente com espanhóis que estudavam lá e com raparigas inglesas. O meu dia era passado entre a faculdade e as saídas com eles, os cafés, os passeios. Às quintas-feiras saíamos à noite e a festa era fantástica. Em casa, também tinha muito bom ambiente porque vivia com amigos”, recordou a jovem.</p>
<p>Por viver perto da faculdade e sendo Santiago de Compostela uma cidade relativamente pequena, Diana Pereira não usava transportes &#8211; “ia-se bem a pé para todo o lado” &#8211; e o custo de vida era, segundo a estudante, “bastante equiparável ao de Portugal”. Por um quarto, Diana pagava 140 euros (fora os gastos) e o que gastava em compras de supermercado também era idêntico a Portugal. “O que é um pouco mais caro é, de facto, as atividades de lazer e a restauração”.</p>
<p>A jovem destaca como qualidades da cidade “a diversão, o acolhimento, o ambiente de festa, o facto de ser uma cidade monumental, antiga, com muitos edifícios monumentais e antigos, ruas estreitas e históricas, cafés e bares, muitos jardins e zonas verdes, um ambiente extremamente estudantil e jovem, com pessoas simpáticas e respeitadoras”. Como desvantagens, apontou: “É difícil! Talvez o facto de ser uma cidade pequenina que, em poucos dias, se pode ver na totalidade. E a chuva. Meu deus, a chuva! Em Santiago não pára de chover. Nunca. Nem mesmo no Verão”.</p>
<p>No entanto, a estudante aconselha “a 100 por cento” ir para Santiago fazer Erasmus: “É impossível não sair de lá com saudades. Recordo cada recanto da cidade com carinho, repleto de memórias”. Sobre a experiência de Erasmus, disse: “Foi a melhor experiência da minha vida. Um crescimento pessoal. O encontrar de pessoas inesquecíveis. O viver tudo a 100 por cento. Não é um ano da tua vida. É a tua vida toda num ano”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>“</strong><strong>A experiência é mais do que positiva”</strong></p>
<p>A última paragem neste “roteiro” de Erasmus por Espanha é em Múrcia. Foi nesta cidade que Sílvia Mourão, de 23 anos, e Andreia Silva, de 21, estiveram a estudar. As duas amigas, alunas de Serviço Social no Instituto Superior de Serviço Social do Porto, fizeram o programa de mobilidade na Faculdade de Trabalho Social da Universidade de Múrcia.</p>
<p>Também elas começaram por procurar alojamento ainda em Portugal e encontraram no Facebook uma página chamada “Instituto Hispânico de Múrcia” que foi muito útil. “Eu e a minha colega queríamos alugar uma casa só para as duas. Como não encontramos nenhuma a um preço e em condições que nos agradassem, partilhámos casa com uma argentina e uma búlgara. O preço foi bastante acessível e vivíamos mesmo no centro da cidade”, referiu Sílvia. “Era muito próxima do centro – a três minutos -, no entanto, tinha que ir de transportes para a faculdade, mas a casa também era relativamente perto da &#8220;tranvia&#8221; que corresponde ao metro de cá”, acrescentou Andreia. O passe mensal com viagens ilimitadas era de 20 euros.</p>
<p>Quanto à faculdade de destino, as aulas eram dadas em espanhol. Para Sílvia, “a universidade era muito mais moderna em termos de equipamentos” do que a portuguesa. Já para Andreia, o facto da faculdade ser  bastante maior do que a sua de origem tinha uma desvantagem: “Não existia muita ligação entre alunos e professores”. Estudantes em Erasmus eram cerca de 500, maioritariamente provenientes de Itália.</p>
<p>O custo de vida, dizem, era “muito parecido” com Portugal. “As saídas à noite eram muito mais acessíveis e tínhamos muitas mais-valias por sermos estudantes de Erasmus.  O resto muito equivalente”, referiu Andreia. A opinião de Sílvia era idêntica.  Ambas as estudantes aconselham Múrcia como destino Erasmus. “A cidade não é grande, o que significa que se pode passear sem precisar de transportes. Eu só precisava de metro para ir para a faculdade”, explicou Sílvia.</p>
<p>A experiência foi boa para as duas. “Aprendi bastante relativamente a contributos teóricos do meu curso. O estágio que nos foi proposto também foi bastante enriquecedor. A experiência é mais que positiva. Aprofundar uma nova língua, conhecer e lidar com várias culturas, estar longe de casa mas fortalecer outras  amizades foi das melhores coisas. Se o tempo voltasse atrás, faria tudo outra vez”, disse Andreia. Sílvia complementou: “A experiência de Erasmus acho que é bastante gratificante, pois conheci uma cultura que, apesar de não ser muito diferente da nossa, tem os seus hábitos e costumes específicos. Mas o melhor que trouxe comigo foi as pessoas que tive oportunidade de conhecer”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/erasmus-e-toda-a-tua-vida-num-ano-3-jovens-portugueses-em-espanha/">Erasmus “é toda a tua vida num ano”: 5 jovens portugueses em Espanha</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Erasmus em Roma? E una pizza per favore</title>
		<link>https://www.manda-te.com/erasmus-em-roma-e-una-pizza-per-favore/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2015 11:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes/Erasmus]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2015/04/17/erasmus-em-roma-e-una-pizza-per-favore/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aquela que já foi a capital de um dos maiores impérios da História atrai milhares de turistas todos os anos. O cheiro da pizza a sair do forno, os gelados de mil e um sabores, as noites na Fontana di [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/erasmus-em-roma-e-una-pizza-per-favore/">Erasmus em Roma? E una pizza per favore</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Aquela que já foi a capital de um dos maiores impérios da História atrai milhares de turistas todos os anos. O cheiro da pizza a sair do forno, os gelados de mil e um sabores, as noites na Fontana di Trevi e o vinho ao fim da tarde ficam na memória dos que passam por Roma. São muitos os estudantes portugueses que todos os anos escolhem como cidade de destino Erasmus a caótica capital italiana. É uma das cidades mais caras da Europa, é stressante e poluída mas ao mesmo tempo majestosa, romântica e deixa saudades para sempre.</h2>
<p>A Clara Siborro é de Lisboa e o Tiago Leão de Valongo, não se conheciam até ao dia em que se cruzaram com os respectivos grupos de amigos num festival de vinho que visitavam com a ESN de Roma.  Os dois estudantes de letras tiveram experiências diferentes na mesma cidade, no mesmo ano, mas guardam os dois para sempre os nomes das ruas e praças daquela que é uma das cidades mais imponentes da Europa.</p>
<p>Hoje a Clara tem 25 anos , mas tinha 21 quando se meteu no avião para Roma onde viveu durante um ano. A procura de alojamento foi uma corrida contra o tempo mas lá se safou com uma casa a 20 minutos da faculdade. Viver no centro da cidade é um atentado ao orçamento da maioria das famílias dos estudantes que vão para Roma então a solução passa por morar nos arredores. O mesmo aconteceu ao Tiago que ficou apenas um semestre, na altura com 19 anos, hoje com 22 que nos explicou que “Roma é caríssima. Encontrar um apartamento com boas condições e com um preço justo no centro da cidade é extremamente difícil, senão impossível.” Foi assim que ele e os amigos decidiram ficar nos subúrbios mas optar por uma casa que lhes permitisse algum conforto, “tínhamos tudo perto supermercados, McDonalds, sítios para comer kebabs, gelatarias&#8230;”. Um dos maiores problemas de Roma é o trânsito, o que leva a que quem mora longe da faculdade tenha algumas dificuldades de deslocação “demorávamos bastante tempo para chegar à faculdade, não por ser geograficamente muito longe, mas por causa do trânsito que era caótico dia-sim, dia-sim. O melhor dos dias não se comparava à pior das sextas-feiras em qualquer cidade portuguesa em que já tenha estado”.</p>
<p>A Clara dividiu quarto com uma amiga e a casa com mais três italianos pagava 280 € de renda fora as despesas, e embora a bolsa que recebeu rondasse os 3000€ admite que se não tivesse tido a ajuda dos pais não ia ser suficiente.<br />
A bolsa do Tiago rondava os 1200€ que eram depositados de forma faseada. Pagava 350€ pelo quarto fora as despesas e por isso diz que a bolsa só deu para pagar uma parte da estadia, ou seja, “se estivesse só dependente dela, nunca na vida tinha podido participar no programa de mobilidade”.</p>
<p>Embora de cursos diferentes, a Clara e o Tiago foram em 2011 estudar numa das maiores e mais antigas universidades do mundo : Università di Roma: La Sapienza.</p>
<p>A sensação de falta de acolhimento por parte da faculdade foi, no entanto, mútua. Ambos sentiram que universidade não estava muito preocupada com os estudantes que vinham de fora. O Tiago contou-nos sobre a sessão de apresentação aos estudantes estrangeiros, uma sessão toda em italiano que começou com um anfiteatro cheio e aos poucos ficou vazio porque “ninguém fez um esforço para falar inglês”. As aulas e avaliações também foram sempre em italiano e segundo o que nos contou, os professores não se mostraram preparados para os receber. A Clara falou-nos da desorganização da faculdade “são tão desorganizados que não conseguem fazer mais e o bom desta falta de interesse e desorganização é que eu consegui fazer coisas que normalmente não são permitidas aos alunos italianos”. Ainda assim, o Tiago teve mais sorte no meio da desorganização da Universidade porque quando chegou tinha a burocracia toda em ordem facto cujo mérito atribui aos serviços da Faculdade de Letras do Porto. Mas a Clara não teve a mesma sorte e quando chegou não encontrou nada em ordem mas lembra-nos que “desde que se tenha calma e se ande à procura das coisas, tudo se organiza. É preciso ser-se insistente e estar sempre em cima das coisas, mas no final tudo correu bem” até porque no final a Clara teve professores que a ajudaram e o gabinete de Erasmus tentou sempre dar apoio ao máximo.</p>
<p>Tanto o Tiago como a Clara adoraram a experiência e é bom falar desta desorganização a quem se vai mandar para Roma porque a cidade é belíssima, as aventuras são muitas mas é preciso serem pessoas organizadas e muito determinadas para que tudo corra da melhor forma.</p>
<p>Ao saírem do seu país, a visão sobre vários aspectos ganha novas perspectivas, no caso da Clara percebeu, por exemplo, que o curso História de Arte não é desprezado como em Portugal e percebeu que o curso pode ter uma dimensão prática que até então desconhecia. O Tiago diz que aprendeu a não desdenhar de Portugal porque apesar de todas as dificuldades vividas, o Ensino Superior português “não se deixa ficar atrás do europeu”.</p>
<p>O ex-estudante de jornalismo diz que a experiência académica não foi, de todo, a melhor mas por outro lado, o período de mobilidade ensinou “mais do que aquilo que podia aprender nos livros porque é sem dúvida uma forma de alargar horizontes e de sair da nossa área de conforto”.</p>
<p>Perguntámos ao Tiago que conselhos vos queria deixar, “não se deixem assustar por esta entrevista, se querem mesmo ir, força! Não esperem que seja fácil, mas garanto-vos que, no final, vai valer a pena. Quanto mais não seja porque não é possível passar pela experiência sem aprender qualquer coisa.” A Clara aconselha a gerirem bem as expectativas e a organizarem tudo com antecedência tendo um cuidado especial com o alojamento e com o controle do dinheiro. “Se tiverem oportunidade façam muitas viagens e tentem conhecer pessoas dos mais diversos países, e não apenas pessoas da mesma nacionalidade que a vossa. Aprendam novas línguas e aproveitem esta oportunidade, porque o ano de Erasmus é como se vivêssemos dentro de uma bolha onde estamos a experienciar uma realidade privilegiada. Tudo é possível, tudo é novo e tudo é uma festa.”</p>
<p>Roma fica no coração de todos os que se mandam para lá, até mesmo dos que têm dificuldades de adaptação. Os monumentos, o ambiente do centro histórico, a gastronomia e as noites romanas ficam para sempre guardados com saudade.</p>
<p>E como diz o jovem Leão “ficam também as vivências e a sensação de que somos pequenos, imensamente ignorantes e que de há tanto para absorver que nem que fossemos feitos de esponja conseguíamos reter tudo. Depois, apetece-nos voltar.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/erasmus-em-roma-e-una-pizza-per-favore/">Erasmus em Roma? E una pizza per favore</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Surfstoke: Rede social para surfistas made in Portugal. Já conheces?</title>
		<link>https://www.manda-te.com/surfstoke-rede-social-surfistas-made-in-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 16:11:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2015/04/15/surfstoke-rede-social-surfistas-made-in-portugal/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Surfstoke é um nome a reter, principalmente para os amantes do surf. Trata-se de uma rede social para os praticantes do desporto aquático totalmente made in Portugal por quatro jovens empreendedores. A aplicação é já reconhecida internacionalmente, tendo sido considerada [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/surfstoke-rede-social-surfistas-made-in-portugal/">Surfstoke: Rede social para surfistas made in Portugal. Já conheces?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Surfstoke é um nome a reter, principalmente para os amantes do surf. Trata-se de uma rede social para os praticantes do desporto aquático totalmente <em>made in </em>Portugal por quatro jovens empreendedores. A aplicação é já reconhecida internacionalmente, tendo sido considerada uma das melhores “apps” europeias.</h2>
<p>Se és amante do surf, provavelmente já deves ter ouvido falar da Surfstoke, a rede social pensada para “todos os <em>wave riders</em> que promove a interação entre praticantes, criando a solução perfeita entre surf reports fidedignos e a competição saudável”. Quem descreve a aplicação, que foi considerada recentemente como a melhor app europeia no Mobile World Congress, é Francisco Brito, um dos quatro fundadores deste projeto, juntamente com Joana Matos, João Rodrigues e Nuno Ferro.</p>
<p>Foi em setembro que 2013 que nasceu a Surfstoke, “após a Joana ter visto um poster afixado na Universidade Católica que anunciava um concurso de ideias sobre a economia do mar, o Desafio Mar powered by Portugal Telecom”. Joana Brito era colega de João Rodrigues no mestrado em Gestão na Católica-Lisbon School of Business and Economics (CLSBE) e falou-lhe do concurso. A terceira pessoa a juntar-se à equipa foi Francisco Brito: “Eu e a Joana fomos colegas de licenciatura e já tínhamos falado de montar um negócio, mas nada que passasse do papel”. Nuno Ferro integrou, depois, o grupo.</p>
<p>Por acaso, foi também o único elemento feminino do grupo a ter “a ideia original de se criar uma plataforma para desportos de ondas”, com a qual ganharam, em novembro de 2013, o Desafio Mar powered by PT. A ideia foi, depois, refinada através de dezenas de entrevistas a praticantes de desportos de ondas, resultando num “produto viável e que já se adapta ao mercado”, referiu Francisco.</p>
<p>Passado um ano após terem ganho o concurso de ideias, o grupo de jovens empreendedores lançaram a Surfstoke, “app” grátis para iOS e Android. Em cerca de quatro meses, a aplicação conquistou mais de três mil utilizadores registados. “Podemos dizer que tem corrido bem. Principalmente, pelo nível de feedback que temos recebido da parte destes users, que nos enviam mensagens a referir que a nossa app lhes resolve o problema e a darem também sugestões para a melhorarmos continuamente, com mais ferramentas para lhes proporcionar uma melhor experiência”, afirmou o jovem.</p>
<p><strong>“Ficámos muito contentes com o prémio”</strong></p>
<p>No passado mês de março, a Surfstoke deu mais um passo importante, ao ser conhecida como uma das melhores “apps” europeias no Mobile World Congress, em Barcelona. “Normalmente, estamos sempre atentos aos concursos de empreendedorismo que surgem, não só em Portugal, mas também em toda a Europa. Vimos que ia haver um concurso exclusivo para aplicações e então achámos que faria todo o sentido tentarmos a nossa sorte”, explicou Francisco Brito. O jovem referiu que nem ele nem os seus colegas estavam à espera de ganhar, “principalmente pela concorrência ser muito forte”, já que “existiam outras apps que tinham bastante potencial”. E acrescentou: “Ficámos muito contentes com o prémio e muito orgulhosos de o conseguirmos trazer para Portugal. Foi algo memorável”.</p>
<p>A participação da Surfstoke no Mobile World Congress e no EU Mobile Challenge foi, para os seus fundadores, “uma experiência enriquecedora” por vários motivos. “Foi uma excelente oportunidade para contactarmos com empreendedores do mundo inteiro, CEO’s de empresas reputadas internacionalmente e líderes mundiais desta indústria. Graças ao prémio e também ao networking que fizemos, tivemos alguns contactos de investidores que quiseram saber mais informações sobre a Surfstoke”, afirmou Francisco. “Além disso, temos tido uma cobertura mediática que nos tem permitido chegar a mais e mais pessoas. Felizmente, este conhecimento da Surfstoke tem-se traduzido em downloads e utilizadores para nós, o que é sempre bom. Com o prémio, temos ainda mais motivação para continuar a trilhar o caminho que temos feito, levando a Surfstoke a palcos internacionais”, acrescentou.</p>
<p>O grupo de jovens empreendedores quer que o número de utilizadores que usam a Surfstoke cresça, tendo como objetivo futuro “ir desenvolvendo a app para continuarmos a ter um produto que as pessoas gostam, que lhes facilita a vida e que melhora o seu quotidiano”. A internacionalização da rede social também já se inclui nos planos e os fundadores querem levá-la para “mercados maiores como Brasil, Estados Unidos e Austrália”. Francisco Brito acrescentou: “Costumamos dizer que o nosso grande objetivo é chegar a todo o lado, desde que existam ondas e surfistas prontos a surfar essas ondas. Queremos marcar a diferença no mercado de desportos de ondas, que conta com uma comunidade mundial super apaixonada pelo mar e pelo desporto que pratica”.</p>
<p>Relativamente a ser-se empreendedor em Portugal, o jovem considera que “tem os seus prós e os seus contras”. E explica: “Fazendo aquilo que se gosta, tendo paixão pela ideia e tendo uma equipa coesa, é só aproveitar os bons momentos, festejar pequenas vitórias e aproveitar essa motivação para fazer mais e melhor”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/surfstoke-rede-social-surfistas-made-in-portugal/">Surfstoke: Rede social para surfistas made in Portugal. Já conheces?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Erasmus: conhece a história de dois estudantes portugueses em Atenas</title>
		<link>https://www.manda-te.com/erasmus-conhece-a-historia-de-dois-estudantes-portugueses-em-atenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2015 13:18:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes/Erasmus]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2015/03/02/erasmus-conhece-a-historia-de-dois-estudantes-portugueses-em-atenas/</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Tiago e a Teresa têm  em comum as boas recordações do que viveram na Grécia enquanto faziam Erasmus. Os pontos positivos da experiência são consensuais: O contacto com pessoas novas e diferentes, todos os dias, a possibilidade de viver [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/erasmus-conhece-a-historia-de-dois-estudantes-portugueses-em-atenas/">Erasmus: conhece a história de dois estudantes portugueses em Atenas</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O Tiago e a Teresa têm  em comum as boas recordações do que viveram na Grécia enquanto faziam Erasmus. Os pontos positivos da experiência são consensuais: O contacto com pessoas novas e diferentes, todos os dias, a possibilidade de viver numa cidade no centro das convulsões europeias, o clima, a gastronomia e a cultura da Grécia. Lembrando ainda a disponibilidade para viajar, a existência de associações de integração dos estudantes em intercâmbio e, claro, o tempo livre.</h2>
<p>O Tiago é de Gondomar e tem 23 anos. A experiência não se pode comparar à da Teresa uma vez que foi para Atenas inserido no programa Erasmus  Placement -o que significa que fez um estágio curricular no estrangeiro, mais precisamente na E-Travel, uma agência de Viagens online que actua sobre o nome Pamediakopes.gr.</p>
<p>Estava no segundo ano de Gestão da Universidade Católica Portuguesa, quando em 2013, com 22 anos, decidiu mandar-se sozinho para uma das  capitais europeias mais politicamente atribuladas dos últimos anos.</p>
<p>Embora tivesse preferido procurar casa no local, por questões de “timming” teve de encontrar casa através da internet. Deparou-se com o extraordinário mundo de quem vive sozinho num t1 e “sem máquina de lavar a roupa(!)”. A renda ficava-se pelos 275€ com despesas incluídas e como quem mora sozinho repara em pormenores que antes não notava com tanta precisão, lembra-se, por exemplo, que uma cerveja de 0,5 cl custava 1,5€. Numa esplanada ou café de rua o café custava 1€ e uma Coca-cola à volta de 2€. Uma bebida num bar nocturno custava entre 4 a 8€. Em termos gerais achou Atenas  mais barata que Portugal, sobretudo rendas, preço médio por pessoa em restaurantes, ginásio, vida nocturna, museus… Mas em termos de preços dos bens de consumo, por exemplo supermercado, achou um pouco mais caro sendo que “em média tendiam para o dobro dos preços em Portugal e era difícil encontrar hipermercados”.</p>
<p>A Teresa hoje tem 25 anos mas tinha 21 quando se aventurou pelas agitadas ruas de Atenas. Natural do Porto, é jornalista e acha que ter feito Erasmus não é normalmente valorizado em entrevistas de emprego embora o facto de ter vivido numa das cidades mais mediatizadas desperte o interesse de alguns dos possíveis empregadores. Encontrar casa para o semestre de inverno foi relativamente fácil. Através da organização “Stay in Athens” escolheu um quarto que pagou adiantado. O prédio estava muito bem localizado na rua “Asimaki Fotila”, que garante ser “super central”. Demorava cerca de vinte minutos mas ia sempre a pé para a faculdade (Communication and Media Studies, National and Kapodistrian University of Athens).</p>
<p>Cada um com o seu quarto, partilhava casa com um rapaz esloveno, pagando assim 300 euros de arrendamento com despesas incluídas. O apartamento estava inserido numa residência Erasmus, com cerca de 20 estudantes de diferentes nacionalidades.</p>
<p>A Teresa confirma que uma cerveja num quiosque de rua custava 1,50€ e diz que o custo de vida era ligeiramente mais caro que o de Portugal. Comparando com outras cidades europeias como Londres ou Paris, para a Teresa Atenas é desorganizada – “tem mais trânsito, greves de transportes, cães na rua, lixo, sem-abrigo, etc.” Mas se a compararmos com outras metrópoles mundiais como por exemplo São Paulo, onde também viveu, “Atenas é um verdadeiro paraíso”.<br />
No que diz respeito a bolsa sim, recebeu, cerca de 350 euros mensais, “era insuficiente”. Contou-nos que ter-lhe-ia chegado para pagar a renda e pouco mais. Se não tivesse tido apoio financeiro da família, não teria tido possibilidade de fazer Erasmus, “a menos que arranjasse um trabalho em Atenas”.</p>
<p>Quis desde sempre ir para esta aventura sozinha e por isso quando deu de caras com a realidade da faculdade, teve de o fazer sem ombros amigos.  “Quando fui à faculdade de destino informar-me sobre o meu horário, conclui que o meu plano de equivalências, aprovado em Portugal, tinha sido feito com base em cadeiras que já não existiam. Tive que rever a descrição das cadeiras disponíveis na faculdade de destino e alterar o plano inicial. Não sei se a culpa foi da universidade de origem ou de destino mas, de qualquer modo, penso que este tipo de situação é recorrente em Erasmus.“</p>
<p>Felizmente, a comunicação com a faculdade de origem (Faculdade de Letras da UP) foi sempre muito fácil e, depois de feito o novo plano de equivalências, a Teresa não teve muitos mais problemas.</p>
<p>Mas o que é certo é que sentiu que a faculdade não estava preparada para a receber :nenhuma cadeira era dada em inglês, só em grego, e por isso disseram-lhe para não participar nas aulas. Foi avaliada por trabalhos finais em inglês e teve algumas reuniões com os professores durante o semestre.</p>
<p>De lado os problemas académicos, a verdade é que conheceu imensas pessoas novas e o morar mesmo no centro de Atenas, tornou possível uma verdadeira vivência da cidade. Vivia “na fronteira de um bairro de anarquistas onde a polícia não podia entrar”, numa altura de enorme mediatização da crise grega e de “intensíssima” actividade anarquista, greves e protestos. “Vivi a cidade, sim, tive a oportunidade de assistir a tudo isso de muito perto”. A Teresa tem saudades do semestre que viveu em Atenas e ainda hoje sonha em um dia voltar a viver na capital Grega.</p>
<p>Antes de se mandarem a Teresa deixa-vos uma dica: “ tirem máximo partido dessa possibilidade. Desliguem de Portugal. Escolham uma cidade exótica, da qual não tenham qualquer tipo de referência. Vão sozinhos, porque é a única forma de se obrigarem a ser totalmente independentes. Tentem não estar sempre com portugueses, porque para isso têm Portugal até ao resto da vida. E divirtam-se! Aproveitem, porque a vida de estudante não dura para sempre!”</p>
<p>Para comparares o custo de vida de Atenas e da tua cidade basta consultar este <a href="http://www.numbeo.com" target="_blank" rel="noopener">site</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/erasmus-conhece-a-historia-de-dois-estudantes-portugueses-em-atenas/">Erasmus: conhece a história de dois estudantes portugueses em Atenas</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do jornalismo à Sandeira: empreendedorismo à moda do Porto</title>
		<link>https://www.manda-te.com/jornalismo-sandeira-empreendedorismo-porto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[manda-te]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2014 16:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[Quem se mandou?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.manda-te.com/2014/09/08/jornalismo-sandeira-empreendedorismo-porto/</guid>

					<description><![CDATA[<p>N&#8217;A Sandeira  as iguarias têm como nomes próprios o Porto. Abriu o seu primeiro espaço em abril do ano passado e conta já com o segundo desde o final de julho deste ano. &#8220;Já sabem como funciona?&#8221;, perguntam-nos assim que [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/jornalismo-sandeira-empreendedorismo-porto/">Do jornalismo à Sandeira: empreendedorismo à moda do Porto</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>N&#8217;A Sandeira  as iguarias têm como nomes próprios o Porto. Abriu o seu primeiro espaço em abril do ano passado e conta já com o segundo desde o final de julho deste ano.</h2>
<p>&#8220;Já sabem como funciona?&#8221;, perguntam-nos assim que nos entregam a ementa onde podemos escolher entre outros, os &#8216;Clérigos&#8217;, as &#8216;Virtudes&#8217;, o &#8216;Douro&#8217; ou &#8216;S. Bento&#8217;. Mas aqui, não são apenas as sandes a respirar o Porto. O espaço e decoração acolhedores lembram-nos que estamos no Porto das ruas estreitas, familiar e hospitaleiro, como esta casa-mãe d&#8217; A Sandeira, na Rua dos Caldeireiros.</p>
<p>Filipa, 32 anos e formação de base na área do jornalismo e comunicação, assim que teve a oportunidade de criar o seu negócio, deixou para trás o percurso naquelas áreas, em busca da  satisfação que ainda não encontrara.</p>
<p>&#8220;Há já muito tempo que amadurecia na minha cabeça a perspetiva de um negócio próprio. Não qualquer negócio, este negócio. Soube sempre o que queria fazer.&#8221; Diz-nos a jovem portuense, criadora deste projeto.</p>
<p>Conhecida por gostar de receber bem os amigos em casa, bastou-lhe associar o gosto pelo Porto a uma viagem inspiradora a Barcelona, para criar o seu próprio espaço e aquela que é agora a sua segunda casa.</p>
<p>Conta-nos que a sua principal vitória &#8220;é todos os dias ter a casa cheia de clientes novos e sobretudo habituais, satisfeitos e prontos para voltar&#8221;. Contudo, teremos de acrescentar que o sucesso do primeiro espaço na Rua dos Caldeireiros, deu já origem à abertura de mais uma &#8216;A Sandeira&#8217;. Esta última &#8216;do Lumiére&#8217;, nome que encontra a origem na sua localização nas Galerias do Lumiére, na Rua José Falcão.</p>
<p>Quando questionada acerca das principais dificuldades do início de atividade, Filipa elege as longas horas de trabalho, como consequência de ter de assumir vários papéis no seu negócio: &#8220;Sou proprietária e empregada no meu negócio. Faço as horas que o meu corpo aguenta e que a minha cabeça permite. Nos primeiros tempos foi mais duro, agora já aceitei o ritmo&#8221;.</p>
<p>Com a abertura destes dois espaços, Filipa não só conseguiu criar o seu próprio emprego, como já criou uns tantos mais.</p>
<p>Fica a conhecer mais de perto este projeto no seu <a href="http://www.asandeira.pt/" target="_blank" rel="noopener">site</a> e na sua página no <a href="https://www.facebook.com/asandeiradoporto" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.manda-te.com/jornalismo-sandeira-empreendedorismo-porto/">Do jornalismo à Sandeira: empreendedorismo à moda do Porto</a> aparece primeiro em <a href="https://www.manda-te.com">Manda-te</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
